@padresmarianos participando de #JovensComunicadores Estamos começando hoje nossa comunhão! Dia de alegria para nós!
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O desafio de servir a Deus
A humildade
A humildade que desce rumo às alturas do Amor!
No processo do Cristianismo amar é dispor de si para o outro, é um exercício que está atreladoà imitação de Cristo, isto é, em nos assemelharmos à toda sua capacidade de amar sem reservas. Esta imitação, nem sempre é fácil, e só se torna possível à medida que caminhamos sinalizados pela a humildade. Para nos fazer entender esse caminho, tomo emprestado o olhar de um grande santo e doutor da Igreja, São Gregório, que sabiamente nos dizia que a “humildade é uma descida rumo às alturas do Amor.” De fato, é através do movimento destas duas virtudes que o Verbo se revela e visita nossa humanidade, tornando-nos capazes de amar. Capacidade singular que impulsiona o homem o tempo todo a contemplar o horizonte da alteridade no rosto e no coração do seu próximo.
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Orgulho e soberba são a mesma coisa?
A soberba é o pior de todos os pecados capitais. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”. Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus, “manso e humilde de coração” (cf. Mt 11,29), e também marcou a vida de Maria, “a serva do Senhor” (cf. Lc 1, 38), José e todos os santos da Igreja.
São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo ele soberbo, não sabe se defender da humildade. Por isso, com essa arma o maligno foi vencido por Jesus, Maria, José, São Miguel e os santos. A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a “fonte” dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago: “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes” (Tg 1,17).
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Sejamos humildes
Tenhamos a humildade de pedir ajuda à pessoa certa
Rezemos com fé sincera, porque quando agimos assim atraímos para a nossa vida,
para a nossa família, todas as graças especiais que Deus tem reservadas para nós.
Quando não sabemos fazer algo que é essencial para a nossa sobrevivência,
precisamos ter a humildade de pedir ajuda a quem sabe fazê-lo.
A oração é essencial para a nossa vida, razão pela qual precisamos aprender a rezar em todas as circunstâncias.
Os discípulos de Jesus Lhe pediram que os ensinasse a orar.
“Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe:
Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos. Jesus respondeu:
Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja o teu Nome. Venha o teu reino.
Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, e perdoa-nos a todos os nossos devedores;
e não nos deixeis cair em tentação” (Lc 11,1-4).
Os discípulos não pediram a qualquer pessoa que os ensinasse a rezar, pediram a Jesus, Nosso Senhor,
bom e clemente e fonte de toda a misericórda para os que O invocam.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago
A Pobreza e a Humildade de Maria
A Igreja ensina que Nossa Senhora foi escolhida por Deus “desde toda a eternidade” (Cat. § 488), para ser a Mãe do Seu Filho. Por causa de sua Maternidade Divina, ela foi sempre ‘Cheia de Graça” (gratia plena), concebida sem o pecado original, permanecendo Sempre Virgem (cf. Cat. §499), e Assunta ao Céu de corpo e alma. Pela altíssima dignidade de escolhida para ser a Mãe do divino Redentor, Maria nunca experimentou o pecado, nem o Original e nem o pessoal. S. Luiz de Montfort, fazendo coro com os Santos Padres, dizia que: “assim como o mar é a reunião de todas as águas, Maria é a reunião de todas as graças. Mas entre todas as virtudes de Nossa Senhora, podemos destacar a humildade e a pobreza. Ela é a Mulher humilde, pobre de espírito – exatamente o oposto de Eva soberba. Santo Irineu de Lião, doutor da Igreja (†202), disse que “a obediência de Maria desatou o nó da desobediência de Eva” (Ad. Haer.). A humanidade foi lançada nas trevas do pecado e da morte, porque nossos primeiros pais foram soberbos e desobedientes a Deus. Pela humildade Jesus se tornou o “novo Adão” e salvou o mundo (Rom 5,12s). “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fil 2,6-8). Maria, a mãe do Senhor, tornou-se a “nova Eva”. Os santos ensinam que foi a perfeita humildade de Nossa Senhora que fez com que Deus a escolhesse para a mãe do seu Filho, eleita entre todas as mulheres. Ela mesma canta no Magnificat: “Ele olhou para sua humilde serva” (Lc1,48).
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A santidade se faz com muita humildade
“A verdadeira humildade é aquela em que o homem tem consciência e convicção daquilo que é, da sua capacidade, força, fraqueza, compreende e faz a leitura da sua inferioridade, reconhecendo seus limites, mas não sofre por isso; pelo contrário, ele se esforça e trabalha para ser melhor”, ressalta o consagrado. E nos apresenta o modelo de santidade no qual devemos nos espelhar e seguir: Nosso Senhor Jesus Cristo. “Jesus nos ensina a verdadeira humildade e n’Ele vemos o exemplo da humildade.”
“O sentido da humildade é fazer-se pequeno, tal como Jesus, reconhecendo aquilo que se é na potencialidade, fraqueza, virtude e limites”, “A santidade se faz com muita humildade! Lutemos por essa virtude”.
Alexandre Oliveira
Pastoral do copo d’água
Rebeca foi escolhida ao dar de beber aos camelos do servo de Isaque.(Gn 24,14-24)
A samaritana foi convertida por causa de um gole de água. (Jo 4,7)
Jesus provavelmente tinha sede quando pediu àquela mulher de outro povo, de outra religião e de outros costumes que lhe desse um pouco de água. Ela não negou, mas achou estranho que um homem judeu falasse com ela, que era samaritana. Ele e não ela estava transgredindo um costume. E daí? O mesmo homem que lhe pediu água e conversou longamente com ela, também colheu ( Mt 12,1-8) e curou em dia de sábado( Mt 12, 10-13) e quebrou diversas tradições que não faziam mais sentido, enquanto conservou as que ainda tinham sua razão de ser. Por isso disse que se ela soubesse quem ele era, sedenta como era de afeto, iria pedir da água que ele tinha.
A mulher já tivera cinco homens e estava no seu sexto companheiro. De conversa em conversa ele a convenceu, sem humilhá-la, sem ofender, sem diminuir, sem perder a gentileza. Ela podia ter seus pecados, mas era sincera. Falava a verdade e era boa de conversa. Mostrava franqueza, não mentiu e mostrou que sabia ouvir. Fanática ela não era!. Sabia ver valor nos outros. Por isso, foi possível dialogar.
Fanáticos, mentirosos e manipuladores que nunca sustentam suas promessas e que se acham os donos da situação, tornam difícil qualquer diálogo. Com Herodes Jesus ficou calado. Não havia verdade no rei( Lc 23,8-12). Com Pilatos, falou claro (Lc 23,1-7), com os fariseus teve debates intensos, mas com a samaritana foi amistoso, sincero e franco. Ela o fez por merecer. Abriu-lhe o coração.
A conversa foi longa e boa. Tão boa que ela deixou o cântaro lá no poço.(Jo 4,28) e foi buscar gente para conhecer Jesus. Aquilo, sim é que era conversar! Devia ser uma mulher bonita e com alguma liderança. Afinal, encantara seis homens e ali, no ato, trouxe muita gente até Jesus. É de se supor que tenha mudado de vida. Jesus não fazia o trabalho pela metade. Se alguém o acolhia, ele convertia. Forçar, nunca! Ela mostrou-se receptiva e Jesus a recebeu no Reino..
E pensar que tudo começou com um pouco de água à beira de um poço… A água e a conversa mudaram aquela mulher influente. Jesus diria mais tarde que um copo de água dado em seu nome não ficaria sem recompensa. No caso dela, não ficou!
Aprendamos com Jesus a lidar com pessoas de comportamento diferente do nosso,.e com gente que crê e pensa de maneira diferente da nossa. Ternura, franqueza, diálogo, gentileza! Um bom lembrete aos que desejam participar da pastoral da acolhida e da visitação. Jesus começou pedindo ajuda; só depois ofereceu a dele! Teríamos a mesma humildade ?…
Padre Zezinho



